ESCRITORES DA LIBERDADE
Texto respondendo aos questionamentos
1) O
amor pela arte de educar e a convicção de que a transformação do ser humano começa
na sala de aula e, revendo o sistema judiciário onde estaria limitada na defesa
de alguém, Erin decide deixar de defender menores infratores e resolve ser
professora com o objetivo de mudar a ótica dos governantes em relação aos
problemas enfrentados devido a intolerância às diferenças étnicas que geravam
“gangs” e assim, estaria defendendo, não apenas um indivíduo, mas muitos jovens
considerados delinquentes, inconsequentes, desvalorizados e excluído da
sociedade e da escola.
2) A
professora encontrou muitas dificuldades ao iniciar sua nova profissão.
Encontrou um sistema escolar fechado, intolerante, incapaz de solucionar
problemas diversos, uma escola corrompida pela violência e pela tensão racial,
com professores que utilizavam método tradicional de aprendizagem onde os
alunos apenas ouviam e copiavam sem ter nenhum diálogo, nenhuma intervenção.
Não tinha apoio da escola e muito menos dos colegas, alem da turma que não
aceitava os moldes da escola e nem os seus.
Entendeu que seu planejamento não estava adequado ao perfil da turma e
que os recursos existentes na escola não eram direcionados àquela turma.
3)
Mesmo com todas as dificuldades, não desistiu e mostrou o perfil de uma pessoa
persistente, com muito entusiasmo e expectativa de mudanças. Ao identificar o
perfil da turma acaba por mudar sua postura se mostrando mais austera,
autoritária e com novas estratégias demonstrando mais segurança aos alunos.
4) Os alunos se mostravam resistentes quanto a
forma como a escola ensinava, eram excluídos em todos os sentidos. Entre outros
aspectos negativos citamos a não aceitação da professora por ser ela branca, os
professores mal preparados para enfrentar a violência entre os alunos, os
materiais que eram diferenciados, pois não recebiam o necessário e
indispensável para um bom trabalho e, a própria gestão, negligente em todos os
sentidos, uma escola alienada aos problemas dos alunos e uma didática
ultrapassada.
Mas
houve aspectos positivos que incentivaram os alunos a prosseguirem. Entre eles,
a persistência da professora em redefinir seu papel, seu planejamento,
adequando-o à realidade dos alunos, buscando conhecê-los através dos aspectos
socioculturais e na incessante busca de apoio e ajuda para efetivar mudanças,
comprometendo positivamente o sistema da sala de aula.
Por
meio de atividade extraclasse levou seus alunos à autorreflexão, lutando contra
a burocracia interna da escola. Criou métodos dinâmicos que a auxiliaram na sua
prática pedagógica, trabalhando a realidade de cada um e valorizando-os segundo
suas habilidades.
5) O
filme destaca muitos aspectos importantes no processo ensino-aprendizagem,
entre eles o fator afetivo e social, a utilização das experiências próprias dos
alunos, a estruturação da escola, dos materiais didáticos e a formação dos
professores.
6) “Escritores
da Liberdade” nos leva a refletir sobre os fatores que contribuem para com a
crise educacional. Acredito que os principais fatores são: a falta de
planejamento e criação de planos de ação, a desigualdade social, o conhecimento
teórico sem práticas, pois sem esse conhecimento nada se resolve. A metodologia
ultrapassada e inadequada ainda utilizada por algumas escolas; professores
despreparados, sem estímulo para inovar, mal pagos, sem aperfeiçoamento e a
própria formação do educador.
7) Atualmente
o ensino aprendizagem exige mais conhecimento da realidade do aluno e isto
podemos verificar no filme através das atividades de integração onde a
professora, através de jogos, passeios e questionamentos, passa a conhecer de
perto a realidade dos seus alunos, trabalhando o entorno dos mesmos por meio
das experiências, do diálogo com as famílias. O diário foi uma das estratégias
importante para este conhecimento, pois com ele consegue atingir o objetivo da
comunicação entre todos, iniciando assim, uma nova fase na relação
professor-aluno.
8) Erin
lança mão de alguns princípios éticos
para efetivar as mudanças a que se propôs, entre eles: os valores da tolerância
às diferenças, da disciplina, da persistência, da inclusão social e da
responsabilidade sobre a própria irresponsabilidade ou fracasso como cidadão
9) O
filme traz várias cenas instigantes e comoventes e as cenas que mais me
comoveram e me tocaram foram as que houve partilhamento de sentimentos. Uma foi
a da música onde todos dançaram juntos e aí, houve a quebra do preconceito
entre brancos e negros e a outra foi o encontro dos alunos com Anne Frank,
momento em que os mesmos sentiram que pela persistência, pela consciência de
igualdade e aceitação das diferenças é possível desenvolver-se como cidadão,
com ideais e ideias transformadoras de uma realidade repressora.
10) São
muitos os temas que podemos trabalhar através do filme como: desigualdade
social, racismo, desemprego, desestrutura familiar, intolerância ao diferente,
políticas públicas e exclusão social. Nesse sentido podemos verificar que é
indispensável e necessário o papel do professor e, assim como no filme, devem
ser adotados novos métodos de ensino que propiciem mudanças individuais e
coletivas.
11)
O filme nos leva a refletir sobre as dificuldades que ainda encontramos dentro
do sistema educacional brasileiro. Entendendo a educação como mecanismo de
transformação, a mesma é indispensável na implementação de novas realidades
sociais, partindo da conscientização de cada um.
A
história nos ensina que, como educadores, devemos ser tolerantes, inovadores,
criativos, motivadores, persistentes naquilo que acreditamos para que possamos
levar nossos alunos a construírem conhecimentos de acordo com suas realidades e
essas atitudes tem de ser concomitantes: professor-aluno-professor, numa
relação afetiva, comprometida e de acordo com a realidade sociocultural dos
alunos. Portanto, a história enfatiza que teremos êxito naquilo que nos
dedicamos se realmente existir amor, paixão, alegria e determinação.
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