quarta-feira, 22 de outubro de 2014

ESCRITORES DA LIBERDADE                

Texto respondendo aos questionamentos

1) O amor pela arte de educar e a convicção de que a transformação do ser humano começa na sala de aula e, revendo o sistema judiciário onde estaria limitada na defesa de alguém, Erin decide deixar de defender menores infratores e resolve ser professora com o objetivo de mudar a ótica dos governantes em relação aos problemas enfrentados devido a intolerância às diferenças étnicas que geravam “gangs” e assim, estaria defendendo, não apenas um indivíduo, mas muitos jovens considerados delinquentes, inconsequentes, desvalorizados e excluído da sociedade e da escola.
2) A professora encontrou muitas dificuldades ao iniciar sua nova profissão. Encontrou um sistema escolar fechado, intolerante, incapaz de solucionar problemas diversos, uma escola corrompida pela violência e pela tensão racial, com professores que utilizavam método tradicional de aprendizagem onde os alunos apenas ouviam e copiavam sem ter nenhum diálogo, nenhuma intervenção. Não tinha apoio da escola e muito menos dos colegas, alem da turma que não aceitava os moldes da escola e nem os seus.  Entendeu que seu planejamento não estava adequado ao perfil da turma e que os recursos existentes na escola não eram direcionados àquela turma.
3) Mesmo com todas as dificuldades, não desistiu e mostrou o perfil de uma pessoa persistente, com muito entusiasmo e expectativa de mudanças. Ao identificar o perfil da turma acaba por mudar sua postura se mostrando mais austera, autoritária e com novas estratégias demonstrando mais segurança aos alunos.
4)  Os alunos se mostravam resistentes quanto a forma como a escola ensinava, eram excluídos em todos os sentidos. Entre outros aspectos negativos citamos a não aceitação da professora por ser ela branca, os professores mal preparados para enfrentar a violência entre os alunos, os materiais que eram diferenciados, pois não recebiam o necessário e indispensável para um bom trabalho e, a própria gestão, negligente em todos os sentidos, uma escola alienada aos problemas dos alunos e uma didática ultrapassada.
Mas houve aspectos positivos que incentivaram os alunos a prosseguirem. Entre eles, a persistência da professora em redefinir seu papel, seu planejamento, adequando-o à realidade dos alunos, buscando conhecê-los através dos aspectos socioculturais e na incessante busca de apoio e ajuda para efetivar mudanças, comprometendo positivamente o sistema da sala de aula.
Por meio de atividade extraclasse levou seus alunos à autorreflexão, lutando contra a burocracia interna da escola. Criou métodos dinâmicos que a auxiliaram na sua prática pedagógica, trabalhando a realidade de cada um e valorizando-os segundo suas habilidades.
5) O filme destaca muitos aspectos importantes no processo ensino-aprendizagem, entre eles o fator afetivo e social, a utilização das experiências próprias dos alunos, a estruturação da escola, dos materiais didáticos e a formação dos professores.
6) “Escritores da Liberdade” nos leva a refletir sobre os fatores que contribuem para com a crise educacional. Acredito que os principais fatores são: a falta de planejamento e criação de planos de ação, a desigualdade social, o conhecimento teórico sem práticas, pois sem esse conhecimento nada se resolve. A metodologia ultrapassada e inadequada ainda utilizada por algumas escolas; professores despreparados, sem estímulo para inovar, mal pagos, sem aperfeiçoamento e a própria formação do educador.
7) Atualmente o ensino aprendizagem exige mais conhecimento da realidade do aluno e isto podemos verificar no filme através das atividades de integração onde a professora, através de jogos, passeios e questionamentos, passa a conhecer de perto a realidade dos seus alunos, trabalhando o entorno dos mesmos por meio das experiências, do diálogo com as famílias. O diário foi uma das estratégias importante para este conhecimento, pois com ele consegue atingir o objetivo da comunicação entre todos, iniciando assim, uma nova fase na relação professor-aluno.
8) Erin lança mão  de alguns princípios éticos para efetivar as mudanças a que se propôs, entre eles: os valores da tolerância às diferenças, da disciplina, da persistência, da inclusão social e da responsabilidade sobre a própria irresponsabilidade ou fracasso como cidadão
9) O filme traz várias cenas instigantes e comoventes e as cenas que mais me comoveram e me tocaram foram as que houve partilhamento de sentimentos. Uma foi a da música onde todos dançaram juntos e aí, houve a quebra do preconceito entre brancos e negros e a outra foi o encontro dos alunos com Anne Frank, momento em que os mesmos sentiram que pela persistência, pela consciência de igualdade e aceitação das diferenças é possível desenvolver-se como cidadão, com ideais e ideias transformadoras de uma realidade repressora.
10) São muitos os temas que podemos trabalhar através do filme como: desigualdade social, racismo, desemprego, desestrutura familiar, intolerância ao diferente, políticas públicas e exclusão social. Nesse sentido podemos verificar que é indispensável e necessário o papel do professor e, assim como no filme, devem ser adotados novos métodos de ensino que propiciem mudanças individuais e coletivas.
11) O filme nos leva a refletir sobre as dificuldades que ainda encontramos dentro do sistema educacional brasileiro. Entendendo a educação como mecanismo de transformação, a mesma é indispensável na implementação de novas realidades sociais, partindo da conscientização de cada um.
A história nos ensina que, como educadores, devemos ser tolerantes, inovadores, criativos, motivadores, persistentes naquilo que acreditamos para que possamos levar nossos alunos a construírem conhecimentos de acordo com suas realidades e essas atitudes tem de ser concomitantes: professor-aluno-professor, numa relação afetiva, comprometida e de acordo com a realidade sociocultural dos alunos. Portanto, a história enfatiza que teremos êxito naquilo que nos dedicamos se realmente existir amor, paixão, alegria e determinação.



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