quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Resenha ECO Libras

RESENHA do artigo CAETANO, Juliana F. Estratégias metodológicas para o ensino de alunos surdos. In: LACERDA, Cristina B. F. de; SANTOS, Lara F. dos (orgs). Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução a Libras e educação de surdos. São Carlos: EdUFSCar, 2013.

Conforme o artigo Estratégias Metodológicas para o ensino de alunos surdos de Juliana Caetano, existem muitas metodologias a serem aplicadas aos alunos surdos.
Analisando alguns autores como Campelo que defende sobre a potencialidade visual pela qual a partir dela podem ser explorados diversos aspectos da cultura surda. Por isso quando se está comunicando com o aluno surdo, é importante ficar sempre de frente com o mesmo, para que ele consiga visualizar os gestos e até mesmo a leitura labial.
O autor Joseph Novak desenvolveu a teoria dos mapas conceituais, que é uma ferramenta que serve para organizar e representar o conhecimento, construída em dimensões que sejam evidentes, favorecendo uma visão panorâmica daquilo que se pretende trabalhar.
Por isso dentro de uma sala de aula, o recurso do mapa conceitual pode ser utilizado pelo professor para uma primeira apresentação/abordagem de um conceito, favorecendo uma visão panorâmica daquilo que se pretende trabalhar, ou ainda, ser solicitado aos alunos como forma de sintetizar/avaliar os conhecimentos construídos acerca de um determinado conteúdo.
Percebe-se que os professores ainda se sentem despreparados quando se fala em dar aula para alunos surdos, é um desafio que requer muita paciência, sabedoria e conhecimento. O preparo também é fundamental porque consiste em uma exploração que vai além do normal, pois se sabe que já é complicado reger aulas para alunos que escutam, imagina então, chamar atenção do aluno surdo.
Diante deste fato, fica clara a dificuldade em selecionar conteúdos que possam ser ensinados para alunos surdos, daí a importância de um intérprete, pois o apoio deste profissional facilitaria muito o trabalho do docente.
            Em geral, o ensino de libras também vem crescendo ao longo dos últimos anos, o que só vem acrescentar o conhecimento dos acadêmicos. O autor Zampieri, em sua pesquisa em uma escola inclusiva, destaca que, para um ensino adequado a alunos surdos e ouvintes, a parceria entre um intérprete e um professor, não é somente uma necessidade, mas algo fundamental.
            Portanto, uma das formas de promover a parceria entre profissionais e desenvolver práticas que beneficiem o aprendizado do aluno surdo é envolver o ILS no planejamento das atividades, pois assim ele conseguirá ter acesso aos conteúdos que serão ministrados para se prepara com antecedência, oferecendo uma boa interpretação.

            Desse modo, o professor precisa saber explorar todas as estratégias estudadas e aprendidas ao longo do seu percurso profissional, pois só assim conseguirá entender e dividir com o profissional ILS todas as dúvidas e anseios, beneficiando seus alunos, seja ele surdo ou não.

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